Os rins também envelhecem junto conosco, tal qual todos os nossos outros órgãos.

Contudo, não podemos dizer que os rins fiquem doentes com a idade. Envelhecer é diferente de adoecer.

O que ocorre com os rins é uma redução natural, lenta e gradual na sua capacidade de filtrar o sangue. Ocorre, em média, uma queda anual de 0.5% a partir dos 45 anos de idade mesmo em indivíduos plenamente saudáveis

Assim, uma pessoa de 85 mesmo após uma longa vida, teria os rins a 80% da capacidade, o que é plenamente suficiente para atender as necessidades do corpo nessa idade

O problema é quando, por conta de doenças e maus hábitos que alguns de nós adquirem ao longo da vida, esse declínio natural passa a ser acelerado, levando à doença renal de fato, ou seja, à perda precoce e por vezes permanente da função renal.

Por exemplo, o diabetes e a pressão alta podem, cada um, se não controlados, acelerar a redução natural da função renal em até dez vezes. Ou seja, ao invés dos 0.5% por ano do envelhecimento, elevam declínio para 5% por ano.

Caso o paciente sofra dos dois e não os trate adequadamente, a redução pode chegar até 10% ao ano.

Isso significa ir de rins saudáveis para sua falência num intervalo de apenas dez anos!

Fica evidente, portanto, a necessidade de previnir a doença renal. Ainda assim mesmo quando já diagnosticada alguma perda da função renal, o tratamento pode reduzir o seu declínio para mais próximo da velocidade natural de perda, permitindo uma vida com o mínimo possível de consequências da doença renal